
Sei, eu tenho revirado minha cabeça, e os motivos que não me deixam dormir.
Eu tenho tentado fazer tudo certo, mas o certo é tão diferente e é tão particular. Me vejo em mil, me sinto parada, estática.
Fica um misto de maldade e bondade dentro de mim, que não resulta em nada para as pessoas, pois a explicação é unicamente minha, tão minha, quanto à particularidade do certo.
É quase impossível negar que faço ou desfaço tudo por medo de magoar as pessoas, tenho sim, minhas necessidades, tenho minhas vontades, mas delas todas tenho uma vontade maior, a de ficar “bem” com todo mundo a que me interesso. Quando falo de estar bem, me refiro quando tiverem uma lembrança de algo que tenha a minha semelhança, que seja uma boa lembrança, independentemente de estar ou não perto de mim, pois se tenho essa importância, pode ter certeza que esta mesma pessoa que me preocupo com lembranças, terá de mim uma vida, a minha vida se necessário.
Eu sempre sei qual é à hora de sair, mas nunca saio, pois pra mim não é só importante há minha hora.
Meu medo trava minha voz, formiga meus braços e pernas, eles morrem praticamente. Eu não consigo explicar os motivos, por serem tantos e com uma variação aparente.
É medo... Apenas medo, com seus vários motivos.
Eu carrego algo muito pesado, que não se dissolve com o tempo, que acaba deixando de lado as coisas realmente importantes, ou que ao menos eu gostaria que fossem.
Fernanda Raquel



