quarta-feira, 30 de setembro de 2009




Ter uma doença é quase como ter um mal próprio que os outros tentam, desesperadamente, viver tudo tão intensamente com você.


Mas hoje, não existe demonstração, seja ela qual for que possa dividir isso comigo. Não que eu queira, eu nunca quis. E como explicar sem parecer grosseira?


Acordei de um sono quase sem sono, decorrência da dor que não passa não me da trégua um minuto se quer. Quase sempre vejo um resquício de sol, e isso pode ser uma sorte tremenda. Não, não foi de sol que meus olhos preencheram. Foi de, algo como, uma, pausa... Tão silenciosa e sentida.


Fui ao banheiro e daí, ali, sentada vi um sol.


Deitei de novo. Quanto tempo mais posso aguentar? Talvez seja como um teste, ou ainda que seja sem o talvez, um teste realmente. Pode ser que não seja nada. Mas hoje acordei pensando que aquilo tudo, que me fazia sentir que acordar era tão comum e tão difícil, era realmente minhas sombras. Que como uma brincadeira de criança tentei esconder e para minha surpresa, consegui!


Essa dor que não passa.


Ter uma dor, é quase como ter uma doença, tão devastadora e incomum, quanto dói perder uma boca ou a palma de uma mão.


Me perguntaram sobre isso, isso tudo, tudo meu e que acabou sendo nosso. Mas o que posso dizer sobre? Rss.. Mas eu respondi como sempre com um objetivo muito bem claro, eu respondi.


Algo que falava de flores, que queriam dizer odores, fáceis de serem correspondidos, mas que não eram nunca.


Logo depois percebi, lembrei, que em um dos outros textos, eu dizia sobre as tantas perguntas, que nunca acabavam que nunca acabam. E hoje, porque hoje não falar das tantas respostas que tenho unicamente para a doença de não saber mais lidar com tudo aquilo que me trás dor.

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